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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Dose diária de suco de beterraba melhora a resistência e pressão arterial em pacientes cardíacos idosos

Dose diária de suco de beterraba melhora a resistência e pressão arterial em pacientes cardíacos idosos

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Winston-Salem, N. C. – 10 de fevereiro de 2016 – Cientistas da Wake Forest Baptist Medical Center descobriram que uma dose diária de suco de beterraba pode melhorar significativamente a resistência ao exercício e a pressão arterial em pacientes idosos com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP).


O estudo foi publicado online no Journal of the American College of Cardiology – Heart Failure.

A intolerância ao exercício – falta de ar e fadiga com quantidades normais de esforço – é o principal sintoma da ICFEP e, em parte, se deve a fatores não-cardíacos que reduzem a oferta de oxigênio para os músculos esqueléticos ativos. A ICFEP é uma doença recentemente reconhecida que reflete o modo como o ventrículo esquerdo do coração bombeia em cada batimento. Ela ocorre principalmente em mulheres idosas e é a forma dominante de insuficiência cardíaca, bem como o mais rapidamente crescente distúrbio cardiovascular.

Novas evidências sugerem que a suplementação de nitrato inorgânico (encontrado em vegetais como beterraba, couve e espinafre) na dieta oferece efeitos benéficos sobre o controle da pressão arterial, saúde vascular, capacidade de exercício e metabolismo do oxigênio.

Os pesquisadores da Forest Baptist Wake inscreveram 19 pacientes mais velhos em um estudo duplo-cego, randomizado para determinar o que era melhor para melhorar a intolerância ao exercício, uma dose única ou uma dose diária de suco de beterraba ao longo de vários dias. O suco utilizado é produzido por uma empresa no Reino Unido e não está disponível comercialmente no país.

Em primeiro lugar, a resistência aeróbia e pressão sanguínea foram medidas depois que os participantes receberam quer uma dose única de suco de beterraba ou de um placebo.

Os pesquisadores então administraram uma dose diária de suco de beterraba para todos os 19 pacientes por uma média de sete dias, e mediram a resistência e pressão arterial novamente. A dose do suco no estudo foi equivalente a 2,4oz (70,98ml) contendo aproximadamente 6 milimoles de nitrato inorgânico.

A equipe descobriu que a dosagem diária de suco de beterraba melhorou a resistência aeróbica em 24% depois de uma semana (p=0.02), em comparação com a dose única que não produziu nenhuma melhoria. A resistência aeróbica foi medida através do uso da bicicleta até a exaustão a uma carga de trabalho fixo inferior ao seu máximo (75%).

Outra conclusão foi de que o consumo do suco reduziu significativamente a pressão arterial sistólica em repouso nos grupos de dose única e diária por 5 a 10mmHg.

Nenhum evento adverso foi associado com qualquer uma das intervenções.

“Embora estudos maiores devem ser realizados, estes resultados iniciais sugerem que o consumo diário de suco de beterraba durante 1 semana pode ser uma opção terapêutica potencial para melhorar a resistência aeróbia em pacientes com ICFEP, o que implica na melhora das atividades diárias e qualidade de vida”, afirmou Dalane Kitzman, MD, professor de medicina interna na Wake Forest Baptist e autor sênior do estudo.


Fonte:http://www.wakehealth.edu/News-Releases/2016/Daily_Dose_of_Beetroot_Juice_Improved_Endurance_and_Blood_Pressure_in_Older_Patients_with_Common_Type_of_Heart_Disease.htm

“As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essentia.”

O exercício reduz fatores de risco cardiovascular associado com o estresse crônico

O exercício reduz fatores de risco cardiovascular associado com o estresse crônico

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O estresse constante está associado com sinais de má saúde dos vasos sanguíneos e aumento do risco de doença cardiovascular. Uma nova investigação apresentada na reunião da Experimental Biology 2016 (EB 2016), em San Diego, descobriu que o exercício aeróbico manteve os vasos sanguíneos de ratos estressados trabalhando normalmente. Os vasos sanguíneos dos animais apresentaram maior ampliação quando estimulados, em comparação com os vasos sanguíneos de ratos estressados que não se exercitavam – um sinal de melhor saúde vascular. O exercício pode ser uma terapia importante para a promoção da saúde cardiovascular em indivíduos cronicamente estressados, conclui o estudo.


Kent Lemaster, estudante de graduação na Universidade de West Virginia, apresentou o estudo intitulado “Reversing the Effects of Chronic Stress on the Aorta with Exercise Training” (A reversão de efeitos do estresse crônico na aorta com o treinamento físico).

Indivíduos com grandes níveis de estresse crônico têm uma rigidez aórtica aumentada, o que é um fator de risco forte e independente para a doença cardiovascular. Além disso, o estresse crônico está associado com uma diminuição da capacidade de relaxamento dos vasos dependentes do endotélio e induzido pelo óxido nítrico (NO), que pode contribuir para a rigidez da aorta e aumento da pós-carga (dificuldade enfrentada pelo ventrículo, durante o processo de ejeção) sobre o coração. Usando o protocolo de estresse ligeiro crônico imprevisível (Unpredictable Chronic Mild Stress Protocol – UCMS), ratos Zucker magros (LZR, ratos saudáveis) desenvolvem uma reatividade vascular diminuída em anéis de aorta concomitantes para o aparecimento de patologias crônicas de estresse.

As intervenções terapêuticas com o objetivo de melhorar o funcionamento do endotélio são, portanto, consideradas importantes ações para melhorar os resultados cardiovasculares em pacientes estressados. Trabalhamos com a hipótese de que uma intervenção com exercícios aeróbicos crônicos melhoraria o relaxamento dependente do endotélio produzido pela metacolina em anéis de aorta isolados de LZR estressados. Um total de 22 animais foram submetidos a oito semanas sob um protocolo de exercício em esteira a partir de nove semanas de idade, separados em grupos: LZR sedentário (LZR; n=7); LZR UCMS (LZR-UCMS; n=8); exercício e UCMS (LZR-ExUCMS n=7).

Após a intervenção, a aorta torácica de cada animal foi dissecada e seccionada em anéis, algumas das quais foram então montadas num sistema myograph por tensão de fio. Os anéis restantes foram avaliados quanto à produção de NO num ensaio com DAF-FM diacetato. Força de transdução foi usada para medir as alterações na tensão da aorta em resposta a agonistas farmacológicos. Os anéis da aorta foram mecanicamente ajustados para 1 grama de tensão, em seguida, utilizou-se pré-constrição com fenilefrina (1×10-6μM), seguido por uma dilatação progressiva induzida por concentrações crescentes de metacolina (1×10-9, 1×10-8, 1×10-7, 1×10-6, 1×10-5 µM, respectivamente).

O grupo LZR demonstrou mais metacolina induzida pelo relaxamento máximo dos vasos, em comparação com o grupo LZR UCMS (83% contra 78%). O grupo LZR-ExUCMS experimentou maior dilatação máxima (90%), bem como o aumento dos valores de produção de NO medidos no ensaio com DAF, em relação ao grupo LZR e grupo LZR-UCMS. Estes resultados demonstram que oito semanas de exercício aeróbico melhoram a biodisponibilidade endotelial e/ou produção de NO, o que melhora o relaxamento vascular dependente do endotélio nas aortas de LZRs estressados até mais do que o controle sedentário.

O exercício físico pode, portanto, ser uma terapia importante para promover uma maior complacência (capacidade de distensão) arterial de indivíduos cronicamente estressados.

Fonte:https://www.sciencedaily.com/releases/2016/04/160405175645.htm
“As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essentia.”

O uso diário de multivitamínico pode proteger homens de eventos cardiovasculares

O uso diário de multivitamínico pode proteger homens de eventos cardiovasculares

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Muitas pessoas têm o hábito de tomar um multivitamínico diariamente. Mas, apesar da popularidade, ainda existe o debate sobre sua utilidade.


Nova investigação prospectiva de Harvard, de longa duração, publicada em The Journal of Nutrition, acompanhou 18.530 médicos (idade ³ 40) da coorte Physicians’ Health Study I, que não apresentavam doença cardiovascular ou câncer no início do estudo (1982), para analisar a associação do uso de multivitamínico sobre a saúde do coração.

Na análise multivariada ajustada, não foram observadas associações significativas entre os usuários que usavam multivitamínicos por pouco tempo, em comparação com os não usuários para o risco de grandes eventos cardiovasculares (HR: 0,94; 95% CI: 0,84, 1,05). No entanto, o auto-relato do uso prolongado (≥20 anos) foi associado com menor risco (HR: 0,56; IC 95%: 0,35, 0,90; P-tendência = 0,05). O uso de multivitaminas na linha de base também foi inversamente associado com o risco de revascularização cardíaca (HR: 0,86; IC 95%: 0,75, 0,98).

Portanto, redução de 44% do risco de eventos cardiovasculares graves. E, tão importante, sem apresentar evidência que justifique qualquer preocupação quanto ao uso de multivitamínicos (segurança).

Alguns especialistas conjecturam que, por mais que os multivitamínicos não atuem diretamente na saúde do coração, se uma pessoa possui insuficiência de alguma vitamina ou mineral, isto se traduz em sobrecarga ou desafio ao corpo para manter os sistemas funcionando. E esse pensamento pode talvez explicar o seu efeito benéfico visto sobre o coração após muitos anos de suplementação, e não em curto espaço de tempo.

Como relataram os cientistas do estudo, “Hipoteticamente, vitaminas e minerais devem estar impactando muitos mecanismos potenciais que protegem a saúde cardíaca, como as lipoproteínas de baixa densidade contra danos oxidativos, fortalecendo o metabolismo da homocisteína e reduzindo a disfunção endotelial”.

Fonte: Rautiainen S, Rist PM, et al. Multivitamin Use and the Risk of Cardiovascular Disease in Men. J Nutr, 2016. DOI: 10.3945/ jn.115.227884

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Meta-análise revela o potencial da suplementação de magnésio para ter um efeito anti-hipertensivo


Meta-análise revela o potencial da suplementação de magnésio para ter um efeito anti-hipertensivo

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Dados de 34 estudos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo indicaram que existe “efeito causal da suplementação de magnésio para reduzir a pressão sanguínea em adultos”. E este resultado pode surpreender alguns profissionais, desde que os efeitos anti-hipertensivos e, portanto, efeitos benéficos cardiovasculares do magnésio (Mg) ainda são controversos.

A meta-análise publicada em Hypertension relata que a suplementação de Mg em pacientes hipertensos e normotensos totalizou 2.028 participantes com idade entre 18 e 84 anos. Destes, 1.010 receberam suplementação de Mg (dose média de 368mg/dia) durante uma média de 3 meses. Os outros 1.018 receberam placebo.

Os dados indicaram que a suplementação de Mg levou a reduções gerais de ambas pressões sanguíneas: sistólica a 2,00 mmHg (intervalo de confiança de 95%, 0,43 a 3,58) e diastólica 1,78 mmHg (intervalo de confiança de 95%, 0,73 a 2,82). Estas reduções foram acompanhadas de elevação do nível de Mg sérico de 0,05mmol/L (intervalo de confiança de 95%, 0,03 a 0,07), quando comparados com o grupo placebo.

Mesmo a uma dose de 300mg/dia durante 1 mês, os pesquisadores encontraram tanto redução da pressão sanguínea quanto elevação do nível de Mg sérico, sendo que o nível sérico se apresentou negativamente associado com a pressão diastólica, mas não sistólica (todos P<0,05).

Os autores apontam algumas fraquezas da meta-análise, como um grande número de desistência dos participantes dos estudos incluídos. Mas, mesmo assim, a meta-análise contribui na construção de evidência que o magnésio pode ser considerado benéfico para a saúde do coração.

Referência:
Zhang X, et al. Effects of Magnesium Supplementation on Blood Pressure
A Meta-Analysis of Randomized Double-Blind Placebo-Controlled Trials. Hypertension, 2016. DOI: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.116.07664
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